Hoje,
depois de alguns dias a chover,
o dia resolveu estar mais ameno
e assim,
apesar de ainda estar frio,
com o sol a se erguer majestoso,
fomos a Sesimbra ver o MAR.....
E a paisagem estava tão linda que fiz algumas fotografias...
Coloquei aqui algumas para compartilhar com vocês o por do sol às 17h00.
um momento de aparente calma
que no verão é utilizado
pelos banhistas para se esticarem ao sol,
no inverno é invadido pelo mar,
que estava bravíssimo..
a bater contra a amurada
Para terminar uma poesia sobre o mar,
que veio a calhar sobre o que vi hoje....
Passei o Dia Ouvindo o que o Mar Dizia Eu hontem passei o dia Ouvindo o que o mar dizia. Chorámos, rimos, cantámos. Fallou-me do seu destino, Do seu fado... Depois, para se alegrar, Ergueu-se, e bailando, e rindo, Poz-se a cantar Um canto molhádo e lindo. O seu halito perfuma, E o seu perfume faz mal! Deserto de aguas sem fim. Ó sepultura da minha raça Quando me guardas a mim?... Elle afastou-se calado; Eu afastei-me mais triste, Mais doente, mais cansado... Ao longe o Sol na agonia De rôxo as aguas tingia. «Voz do mar, mysteriosa; Voz do amôr e da verdade! - Ó voz moribunda e dôce Da minha grande Saudade! Voz amarga de quem fica, Trémula voz de quem parte...» . . . . . . . . . . . . . . . . E os poetas a cantar São echos da voz do mar! António Botto, in 'Canções' |